"Ouça seu coração,
Pois a mais bela música
esta Nele,
Pois dele soam
todas as palavras que são levadas a doce brisa de nossa
Imaginação. "
Gostaria
de conseguir recordar em que ponto de minha vida as coisas começaram a dar tão
erradas. Seria bom também, se conseguisse recordar com maior nitidez dos
momentos de dois anos atrás. Mas só me resta reviver o motivo de eu não lembrar.
Parecia
algo para toda eternidade, algo verdadeiro, um sentimento que realmente iria
durar por toda uma vida. Bastou-se o ano acabar, as férias aparecerem, que tudo
esvaiu-se com a mesma agilidade com que chagara.
Pode
não parecer, mas, não é ao amor que me refiro. Falo de uma amizade de altos e
baixos, porém que sempre se ajustava no final das contas.
Feridas
foram abertas até que todo o meu ser estivesse exposto, não conseguia mais
segurar a tristeza. Já era impossível conter as lágrimas, impedir que rolassem dolorosas
por meu rosto. Esse foi o verdadeiro motivo pelo qual me aborreci... O
verdadeiro motivo pelo qual decidi ser eu mesmo, não fingir mais que estava
tudo bem.
Não
que meus sorrisos fossem falsos enquanto eu tinha quem os fizesse se abrochar,
entretanto, eram apenas momentâneos, logo se dissipavam e perdiam-se em meio ao
oceano de tristeza em meu coração.
Logo
aquelas lágrimas contidas se enrijeceram, tornando-se sólidas e frias, passando
por uma terrível mutação, algo dolorido.
O
mais puro e verdadeiro ódio agora impregnava toda minha corrente sanguínea.
Não
sei ao certo o porquê dele ter se revelado com tanta ferocidade em mim. Até
aquele ponto, eu nem sabia que um dia experimentaria tal sentimento.
Passou-se
um tempo até que eu conseguisse descobrir o motivo de uma poderosa nascente de
ódio ter se explodido em meu peito, mas no fim os pensamentos fizeram sentido.
Todo aquele sentimento era destinado a mim mesmo.
Passei
a conviver cada dia mais com aquilo, crescendo e se dentro de mim, como se seu
objetivo fosse me destruir de dentro para fora – o que creio que realmente
estaria acontecendo.
Tentei,
juro que tentei. Fui além de meus limites, quebrei o teto de minha própria
capacidade. Mas ele sempre volta, e cada vez com mais potência que da última
vez que me lembro de tê-lo sentido.
Hoje
faz frio. As ruas quase não podem ser vistas, devida a espeça névoa que
serpenteia entre o ar e as ruas.
Fiquei
com um nó na garganta durante o dia todo. Decidi que estava na hora de
compartilhar com alguém. Quem sabe não existam pessoas com problemas
semelhantes, com sentimentos semelhantes. Isso só o tempo dirá.
Não
sabia por onde começar. Peguei uma xícara de café para ajudar as ideias
fluírem, mas as palavras pareciam simplesmente não se organizarem... mas no fim
consegui produzir algo.
Encerra-se
por aqui, um breve porquê, dos muitos
a serem contados.
Do
seu novo amigo,
-Qualquer.

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